segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Eu te perdoo por eu te amar.



Um simples poema de amor...
dedicado às estrelas do céu.
Eu te perdoo por eu te amar.
Eu te perdoo por não teres dito, em nosso tempo: eu te amo
(porque foste o eu te amo em forma de corpo.)
No teu dom de calibrar a energia do cosmo
e equilibrar as luzes do mundo diante dos meus óculos.
Nem sendo matiz... Nem sendo azul...
Mas sendo ambos:
o entretom e o tom.
E pela tua mudez; por que...
O que são palavras de amor perto do toque de quem se ama?
Eu te perdoo por teres sido exatamente quem tu eras...
E por eu ter sido como sempre fui...
E por juntos termos crido que 'eu e tu' poderíamos ser apenas um nós.
Desfragmentado.
Eu te perdoo por não teres sido o tu que eu pensei que tu eras.
E eu te perdoo por seres um tu encantado
muito superior às minhas expectativas mais elevadas...
[Pois no magnetismo de teu olhar preto,
te ter ao meu lado era entender a força que mantinha o elétron girando em torno de um núcleo].
E eu te perdoo pelo meu corpo... Que não foi meu...
E pelo teu sorriso que ouvi como o tic tac do tempo...
E tua alma, que ouço como vento.
[que uiva de tristeza na minha janela]
E te perdoo, afinal, pelo meu perdão. Já que não há mais o que ponderar.
Mas há sempre falas, porque tu não és fim em si mesmo.
Nem em mim... És fim.
És fim na matéria. Na carne. Na terra. Na mediocridade humana.
Todavia no breu do céu, no canto do pássaro e na menor porção de areia da praia,
onde os pequenos siris moram... És eterno.

No universo, tu és, sem dúvida, a metade de mim em sintonia com o divino.

Saulo Sisnando escrevendo como
Saulo Sisnando

14.11.2011

4 comentários:

  1. André Ribeiro de Santana15 de novembro de 2011 10:39

    Não sei se a entrega, total e plena daqueles que, ignorando/desafiando tabus e "bons sensos", se permitem viver o amor/amar, no qual falamos de várias maneiras, e quem ama verdadeiramente só não aprende a entender se não quiser, é razão para pedir perdão! Creio que haveria motivação para pedir perdão se o amor não fosse tão intensamente vivenciado, apesar do outro ser o que verdadeiramente é, indo além do que idealizamos, por vezes de modos muito românticos. Não sei se o amor acaba ou sai para buscar nova morada! Mas sei que continua por ai, nos rodeando, sorrindo qual adorável moleque inconsequente, que não está nem ai para as consequência dos seus atos travessos pois sabe que, sem sua presença, a vida não tem/não teria a mínima graça! Eu já sofri muito por amor, deixei o tempo cicatrizar minhas feridas e aliviar minhas dores, e segui vivendo a vida/minha vida, até o dia em que, quem sabe, esse moleque sacana volte e bagunçe meu coreto de novo!

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  2. É ler e suspirar por algum tempo...Não tem como não te adimirar Saulo...só entende quem ama...obrigada por escrever isso!

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  3. Eu te perdoo por tocares meu coração (de novo) com esses teus textos maravilhosos!

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  4. Como sempre, és magnífico em suas palavras, emocionando a todos...

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