quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Minha carteira nova





Depois de horas e horas ouvindo
a música de Clarice Falcão,
decidi escrever uma coisinha do tipo: romântico nonsense.

Comprei uma carteira igual a tua. Sim! Uma carteira daquelas... De colocar dinheiro!
Comprei porque não tinha uma foto 3x4 tua para colocar no plástico de minha outra carteira.
E mesmo se tivesse... Não teria mais como explicar para os meus amigos as razões de ainda ter uma foto. Ora, ora.

Assim, comprei uma carteira igualzinha àquela tua. Ou quase igual, pois a cor é diferente.
[Mas era a última da loja].

Comprei porque assim não preciso mais de uma foto tua no plástico. Tu és o próprio plástico.

Então, te coloco no bolso de trás.
Às vezes, no da frente.
Dirijo contigo entre as pernas.
E, vezenquando, te encaro vários minutos e te beijo.
Isso tudo sem ninguém notar que beijo a ti não ao dinheiro.
[Estou com fama de avarento por causa destas coisas].

A carteira é meio estranha. O dinheiro vive caindo. Dia desses, perdi 150 lá no Café com Arte.
[Alguém tomou tudo em birita].
Mas não hei de largá-la.

O dinheiro cai. Não cabem meus cartões. Meu comprovante de meia... Uma tortura, todo rasgado, coitado!, porque ele não cabe direito lá dentro.

Mas não abandono a carteira...
Porque quando eu a fecho,
Ela cabe certinho na palma da minha mão.
E fico com a impressão de que ninguém... Nunca mais... Vai te tirar de mim.


Saulo Sisnando escrevendo como
Saulo Sisnando
15.11.2011
23h32.
.

3 comentários:

  1. ADOREI! Como se amor coubesse na palma da mão.. simples assim! =***

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  2. Egua, adoro textos assim nonsense!!
    Devo confessar que eu tenho objetos do tipo...

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  3. André Ribeiro de Santana16 de novembro de 2011 18:04

    Já que não posso, literalmente, carregar meu amor comigo, transporto, com zelo, carinho, lascívia, paixão e, também, sentimento de posse um objeto que o simbolize. Porém, algo nem sempre agradável, mas que sempre apimenta uma boa relação, não estará tão presente nessa situação: o conflito, que pode sim conduzir uma relação ao seu fim, mas também pode provocar diálogos e reflexões capazes de renová-la e fortalece-lá!

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