Eu te tirei de minha prece diária

depois de confessar para minha amiga Martinha,
confesso para o mundo.
Mas finalmente consegui te tirar de minha prece diária.
Chorei. Te confesso.
Chorei, sobretudo, quando disse aquela frase “se for conforme vossa santíssima vontade e para a salvação de minha alma”,
pois, por muito tempo, pensei que nosso namoro era conforme a santíssima vontade.
Não era.
Ok. Pode ter sido. Não é mais.
Não te preocupes... Não pedi teu mal. Nem te chamei de nomes feios.
[Tenho reputação a zelar com a santa.]
Apenas censurei teu nome. Falando mentalmente Piiiiiiii no lugar dele.
Até porque ele já me parecia parte integrante da reza, e toda vez eu tentava te tirar de lá,
Não era.
Ok. Pode ter sido. Não é mais.
Não te preocupes... Não pedi teu mal. Nem te chamei de nomes feios.
[Tenho reputação a zelar com a santa.]
Apenas censurei teu nome. Falando mentalmente Piiiiiiii no lugar dele.
Até porque ele já me parecia parte integrante da reza, e toda vez eu tentava te tirar de lá,
assim, como se por esquecimento
Eu me perdia... naquela parte que diz “por séculos e séculos amém”
Também nem chorei muito. Só um pouco.
E nem fiz barulho.
[tu sabes que sempre soluço alto quando a primeira lágrima desponta no olho]
Mamãe, no quarto ao lado, nem ouviu.
Olha lá, que orgulho!
Me senti forte que só.
Um He-Man.
[Mas sem o gato guerreiro. E sem a Teela. E sem o Gorpo. E sem aquela ave que não lembro o nome, mas voava tão lindo.]
Descobri que algumas coisas nunca vou entender.
[que profundo!]
E outras, nem Santa Terezinha das Rosas poderá resolver.
[que a santa me perdoe a falta de fé!]
Se ela quiser, pode te trazer de volta.
Não a proíbo! Ainda te amo.
[E quem sou eu de repreender a santa?]
Mas o fato é que eu te tirei, sozinho, de minha prece diária.
E por isso... Eu dormi cheio de orgulho.
Eu me perdia... naquela parte que diz “por séculos e séculos amém”
Também nem chorei muito. Só um pouco.
E nem fiz barulho.
[tu sabes que sempre soluço alto quando a primeira lágrima desponta no olho]
Mamãe, no quarto ao lado, nem ouviu.
Olha lá, que orgulho!
Me senti forte que só.
Um He-Man.
[Mas sem o gato guerreiro. E sem a Teela. E sem o Gorpo. E sem aquela ave que não lembro o nome, mas voava tão lindo.]
Descobri que algumas coisas nunca vou entender.
[que profundo!]
E outras, nem Santa Terezinha das Rosas poderá resolver.
[que a santa me perdoe a falta de fé!]
Se ela quiser, pode te trazer de volta.
Não a proíbo! Ainda te amo.
[E quem sou eu de repreender a santa?]
Mas o fato é que eu te tirei, sozinho, de minha prece diária.
E por isso... Eu dormi cheio de orgulho.
Saulo Sisnando escrevendo como
o nada.
muuuito bom. eu é que senti orgulho de vc ao ler.....bjs. kátia saules
ResponderExcluirLentamente, sempre com muita resistência de nossa parte, mas isso também diminui pouco a pouco, vamos conseguindo retirar das manifestações de nossa existência quem, um dia, foi importante. E o rio da vida segue rumo ao mar do infinito, trazendo surpresas em cada curva, em cada margem...
ResponderExcluirTirar alguém das preces é sempre doído demais, mas no fim a vida volta a ter suas 7 cores. ai, ai.
ResponderExcluirBeijos da Scarlet